terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Fruto do Amor

O que me torna diferente?
O amor pelo semelhante?


O sentimento é de verdade
Mas parece que isso é irrelevante


O mais importante
É atender a normalidade


E quais são os padrões?
São todos estereótipos?


Diga-me os internos
Que envolvem emoções, sentimentos


Não vou mentir para mim mesma
Pra continuar na multidão imersa


Pode tentar me marginalizar
O preconceito não vai me machucar


Com os paradigmas que rompi
Hoje sei muito mais de mim


Sou segura na busca do meu eu
Tornando-me cada vez menos réu


Julga a árvore por não dar fruto?
É só mesmo este o seu infortúnio?


Parece não importar
A sombra que a arvore pode gerar


Esquece-se do puro ar
Que a planta nos da


Não se considera os brotos
Que a mãe árvore acolhe em seus braços


Os mesmos que a julgam
Parece que nem se atentam


Todos na maturidade
Perdem a virilidade, a fertilidade


E nem por todo pesar
Deixam de amar

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